Às vésperas do encerramento do período úmido 2025/2026, nesta terça-feira (31), a economia de água no estado de São Paulo já chegou a 151 bilhões de litros desde agosto do ano passado. O volume é resultado de uma estratégia integrada que combinou gestão de pressão e reforço operacional, voltados a ampliar a segurança hídrica e a regularidade do abastecimento na capital e na Grande São Paulo.
LEIA TAMBÉM: SP amplia monitoramento ambiental por satélite e reforça fiscalização no território paulista
Além da ampliação da infraestrutura, a Sabesp vem intensificando o combate a perdas. Entre outubro de 2025 e março de 2026, foram economizados 31 bilhões de litros de água, com mais de 60 mil manutenções preventivas e substituições de equipamentos e inspeções em mais de 17 mil quilômetros de rede. O volume recuperado equivale a 1.000 litros por segundo adicionais no sistema, ou o enchimento de duas caixas-d’água por segundo.
O impacto positivo também vem da gestão de pressão noturna, medida determinada pela Arsesp para enfrentar o cenário de estiagem e variabilidade climática. A economia alcançada — suficiente para abastecer por um mês cidades como São Paulo, Guarulhos, São Bernardo do Campo, Mauá e Cotia —, reflete um esforço operacional contínuo, coordenado e de grande escala.
LEIA TAMBÉM: 3ª pista da Imigrantes: Cetesb atesta viabilidade ambiental e emite licença
Como complemento às ações estruturais, a Companhia ampliou o programa Reserva Certa, voltado à instalação gratuita de caixas-d’água para famílias de baixa renda (Tarifas Social e Vulnerável). Desde o início do programa, mais de 1.000 famílias já foram atendidas, e outras 165 estão em fase de instalação. A iniciativa garante autonomia de abastecimento por até 24 horas, conforme a norma técnica NBR 5626.
Paralelamente, a Sabesp segue avançando em obras estruturantes de grande porte, como a transposição Billings–Taiaçupeba e a modernização das estações de tratamento de água Baixo Cotia, Rio Grande e Alto da Boa Vista, além da implantação de 25 novos reservatórios pulmão, que irão ampliar ainda mais a capacidade de armazenamento e a segurança hídrica da Região Metropolitana.
Com o encerramento do período úmido, a Sabesp entra na fase de poucas chuvas com um sistema mais preparado e resiliente. As obras, o combate a perdas e o incentivo à reservação domiciliar formam um conjunto de ações que permitem reduzir impactos na rotina da população e garantir maior segurança hídrica para os 22 milhões de habitantes da Região Metropolitana de São Paulo.
Ao mesmo tempo, a Companhia reforça a importância da colaboração da população no uso consciente da água, essencial para atravessar o período seco com responsabilidade e equilíbrio.