O Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC) deflagrou nesta sexta-feira (17) uma operação contra suspeitos de falsificar e adulterar bebidas alcoólicas. A ação é um desdobramento da operação realizada na semana passada, que desmantelou uma fábrica clandestina em São Bernardo do Campo. Na ocasião, uma mulher apontada como responsável pela fábrica clandestina foi presa em flagrante.
Entre os alvos da operação de hoje estão familiares da suspeita, que são investigados por vender a bebida que intoxicou um homem, atualmente internado em estado grave após consumir o produto em um bar localizado na região da Saúde, zona sul da capital.
Outros dois homens, de 54 e 46 anos, morreram após ingerir a mesma bebida falsificada em um bar na Mooca, zona leste de São Paulo. A Polícia Civil acredita que todos os casos estão relacionados ao mesmo grupo criminoso.
Durante as buscas desta sexta, foi apreendido o celular do homem que fornecia os vasilhames usados na falsificação. Os investigadores também identificaram o fornecedor da bebida consumida por uma das vítimas.
A ação faz parte da força-tarefa do Governo do Estado, composta por Polícia Civil, Fazenda, vigilância sanitária e Procon-SP, contra casos de contaminação de bebida por metanol.
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Gabinete de crise contra contaminação por metanol
Para intensificar as ações contra a contaminação por metanol, o Governo de São Paulo instaurou um gabinete de crise no dia 30 de setembro. A força-tarefa do gabinete de crise é composta pelas secretarias da Saúde, Segurança Pública, Fazenda e Justiça, e também envolve a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Comunicação e as vigilâncias sanitárias municipais. Entre as ações coordenadas, está a interdição cautelar de estabelecimentos suspeitos de comercialização de bebidas fraudadas e o recolhimento de garrafas para perícia.