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Rota Mogiana terá tarifa 50% menor em Jaguariúna com nova concessão

Redução integra política pública do Governo de SP de tornar a cobrança mais justa e proporcional ao uso; modelo prevê novas quedas até 2028
Com 520 quilômetros de extensão, a Rota Mogiana prevê investimentos estimados em R$ 9,4 bilhões ao longo do contrato. Foto: Divulgação/Governo de SP

A nova concessão da Rota Mogiana começa com redução na tarifa-base em Jaguariúna. Atualmente em R$ 17,60, o valor para veículos de passeio passará a R$ 8,80 com o início do novo contrato — patamar inferior ao que seria praticado com o reajuste previsto no modelo vigente a partir de 1º de julho.

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A medida integra a política pública do Governo de São Paulo de modernização das concessões rodoviárias, com foco em justiça tarifária, cobrança proporcional ao uso e ampliação dos benefícios aos usuários. O atual sistema de “ponto a ponto”, limitado a um trecho específico da rodovia, será descontinuado. Com a nova concessão, o benefício deixa de ser localizado e passa a ser mais amplo, com cobrança proporcional ao uso e condições equivalentes para os usuários.

O contrato também prevê redução progressiva da tarifa. No trecho Campinas–Jaguariúna, o valor projetado é de R$ 7,65 até 2028, abaixo dos níveis atuais.

Reduções nas praças atuais:


As maiores reduções ocorrerão em Jaguariúna (–50%), Águas da Prata (–27%) e Estiva Gerbi (–26%). Também terão queda nos valores Espírito Santo do Pinhal e Itobi (–20%), Casa Branca (–13%), Mococa (–9%) e Aguaí (–5%). Em nenhum caso haverá aumento nas praças existentes.

A tarifa quilométrica inicial será cerca de 20% menor que a atualmente praticada no contrato anterior, reduzindo distorções históricas entre concessões e garantindo maior equilíbrio tarifário entre regiões. A padronização é a base para a implantação do modelo de cobrança proporcional, no qual o usuário paga apenas pelo trecho efetivamente percorrido.

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Além da redução na largada, o novo modelo amplia os benefícios ao motorista. Usuários frequentes terão descontos progressivos, que podem chegar a até 20% ao mês por pórtico. Motociclistas permanecem isentos de pagamento. O sistema prevê prazo de até 30 dias para quitação da tarifa antes da aplicação de penalidade.

A concessão também estabelece que novos pontos de cobrança só poderão iniciar operação após a execução das melhorias iniciais obrigatórias, com fiscalização da agência reguladora.

A redução das tarifas marca o início de um novo ciclo de modernização da malha rodoviária da região, que beneficiará aproximadamente 2,3 milhões de pessoas em 22 municípios do interior paulista.

Plano de investimentos


Com 520 quilômetros de extensão, a Rota Mogiana prevê investimentos estimados em R$ 9,4 bilhões ao longo do contrato, voltados à ampliação da capacidade e à melhoria da segurança viária.

Estão previstas duplicações de mais de 217 quilômetros em rodovias estratégicas, como SP-107, SP-215, SP-333, SP-338, SP-340, SP-342, SP-344 e SP-350. Também serão implantados 138 quilômetros de faixas adicionais e 86 quilômetros de novas vias marginais, promovendo maior fluidez do tráfego e redução do tempo de viagem.

O projeto inclui ainda a construção de 58 novas passarelas para pedestres e 129 novos dispositivos de interseção, além de vias locais, reforçando a segurança e a integração entre rodovias e áreas urbanas. Parte dessas definições foi incorporada a partir das contribuições recebidas durante o processo de consulta pública.

Com redução tarifária na largada e um amplo plano de investimentos, a Rota Mogiana combina menor custo ao usuário com modernização da infraestrutura, alinhando justiça tarifária, segurança viária e desenvolvimento regional.

SP pra Toda Obra


O projeto integra o programa SP pra Toda Obra, programa do Governo de São Paulo que prevê melhorias em 21,2 mil quilômetros de rodovias administradas pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo (DER-SP) e pelas concessionárias, com supervisão da Artesp. O investimento de R$ 30,5 bilhões, o maior da história do estado de São Paulo.