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Atualizado em: qui, 16/01/2025 - 12:21:55

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Coletiva de imprensa: operação contra policiais suspeitos de envolvimento em assassinato no aeroporto

A Corregedoria da Polícia Militar deflagrou nesta quinta-feira (16) uma operação para cumprir 15 mandados de prisão e sete de busca e apreensão contra policiais militares suspeitos de estarem envolvidos com uma organização criminosa. Os mandados foram cumpridos em endereços da capital e Grande São Paulo. 

A ação, denominada Prodotes, conta com a participação da força-tarefa instituída pela Secretaria da Segurança Pública, que busca identificar outros envolvidos e eventuais mandantes do crime.

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Autoridades da Secretaria da Segurança Pública concederam entrevista coletiva no Centro de Operações da Polícia Militar para falar sobre a operação. Entre os investigados, está um policial identificado como autor dos disparos que mataram Antônio Vinícius Gritzbach no Aeroporto de Guarulhos, em 8 de novembro.


Confira os principais destaques:

qui, 16 janeiro de 2025 – 11:55

Guilherme Derrite:

“Na esfera administrativa, eles responderão provavelmente um processo demissório e expulsório da instituição. Isso é regimentado em lei. As pessoas falam “por que ele não é expulso na semana que vem?”. Existe um rito dentro da lei e esse rito parte do pressuposto que temos que oferecer a ampla defesa. Eles vão responder penalmente, criminalmente e administrativamente”.


qui, 16 janeiro de 2025 – 11:50

Delegada Ivalda Aleixo, diretora do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa:

“Com a prisão de um dos atiradores, a investigação do homicídio e do mandante vai prosperar muito e muito rápido. Temos quebras (de sigilo telefônico) que nos levam a outras pessoas, que não são policiais militares. Quanto aos mandantes, temos duas linhas de investigação, ambas (consideram que o mandante seria integrante) de facção. Foi um crime encomendado por membro do PCC e temos linhas adiantadas de investigação”.

Delegada Ivalda Aleixo, diretora do DHPP, afirma que há duas linhas de investigação para se chegar aos mandantes. Foto: Marcelo Camargo/Governo de SP

qui, 16 janeiro de 2025 – 11:38

Corregedor da Polícia Militar de São Paulo, coronel Fábio Sérgio do Amaral:

“São 15 presos, 14 relacionados à escolta, uma atividade ilícita de segurança pessoal. Desses 14, um tenente que era o chefe da segurança pessoal. Eles usavam um veículo que imitava uma viatura descaracterizada. A ideia era se valer da função de policial militar para darem aparência de que aquilo era uma segurança pessoal. O outro tenente preso facilitava as escalas de serviço de seus subordinados com a consciência de que eles faziam segurança para um bandido. O 15º preso é o suspeito de ser autor de um dos disparos.”


qui, 16 janeiro de 2025 – 11:36

Corregedor da Polícia Militar de São Paulo, coronel Fábio Sérgio do Amaral:

“No corpo do inquérito, ficou demonstrado e não há dúvida de que todos esses policiais militares tinham conhecimento que Vinicius era réu por duplo homicídio de líderes do PCC. Era réu e delator por ser envolvido com lavagem de dinheiro para o PCC. Os policiais tinham conhecimento disso, e voluntariamente e conscientemente aderiram e continuaram fazendo segurança pessoal desse indivíduo. Por isso, foram considerados integrantes da organização criminosa”


Corregedor da Polícia Militar de São Paulo, coronel Fábio Sérgio do Amaral durante coletiva de imprensa. Foto: Marcelo Camargo/Governo de SP

qui, 16 janeiro de 2025 – 11:33

Corregedor da Polícia Militar de São Paulo, coronel Fábio Sérgio do Amaral:

“Nenhum policial da Rota foi preso hoje. Todos eram policiais militares que eram do núcleo de segurança pessoal do Vinicius.”


qui, 16 janeiro de 2025 – 11:32

Corregedor da Polícia Militar de São Paulo, coronel Fábio Sérgio do Amaral:

“Os policiais que estavam na escolta foram presos. Nessa escolta ilegal, alguns estavam trabalhando naquele dia e outros trabalharam em outras datas e não estavam no dia (do assassinato). Alguns não trabalhavam na função de segurança, mas em uma função administrativa. Foram 14 (policiais com mandado de prisão relacionados à escolta) e uma prisão temporária para o policial suspeito de ser o atirador.”


qui, 16 janeiro de 2025 – 11:30

Guilherme Derrite:

“Desvios de conduta não serão tolerados. A PM é uma instituição com mais de 80 mil homens. A exceção da exceção comete desvio de conduta e podem manchar o nome da instituição. Esses que cometem esse desvio de conduta vão responder por isso, com direito a ampla defesa, mas vão responder.”


qui, 16 janeiro de 2025 – 11:28

Guilherme Derrite:

“A gente usou várias ferramentas de inteligência para chegar a esse atirador. A quebra do sigilo telefônico, o trabalho das estações rádio-base, uma série de fatores o colocaram na cena do crime. E aí precisávamos de comparação para saber se ele realmente estava lá. E aí usamos imagens de vídeo, imagens de dentro do ônibus e as imagens que tínhamos desse policial que foi preso hoje. O sistema de reconhecimento facial também foi utilizado”.


Secretário de Segurança Pública de SP, Guilherme Derite, dá mais detalhes da operação. Foto: Marcelo Camargo/Governo de SP

qui, 16 janeiro de 2025 – 11:26

Guilherme Derrite:

“Vamos coletar material genético dos indivíduos presos. Para realizar um exame de comparação genética, é preciso ter material coletado e possíveis suspeitos. Como temos a prisão temporária de um atirador, vamos comparar o material genético”.


qui, 16 janeiro de 2025 – 11:25

Guilherme Derrite:

“Outro policial que não estava sendo investigado foi colocado na cena do crime. Com imagens, vídeos, fotos do dia do assassinato e imagens coletadas pela Corregedoria, chegou-se a conclusão que esse indivíduo é um dos atiradores e foi solicitada a prisão temporária. Ele já está sob custódia.”


qui, 16 janeiro de 2025 – 11:23

Começa a coletiva no Centro de Operações da Polícia Militar. O secretário de Segurança Pública de SP, Guilherme Derite, afirma que durante as investigações chegou-se à conclusão que havia a necessidade da prisão de 14 policiais militares.

Autoridades da Secretaria da Segurança Pública concedem entrevista coletiva no Copom para falar sobre a operação da Corregedoria da Polícia Militar. Foto: Marcelo Camargo/Governo de SP

Guilherme Derrite:
“Alguns (policiais) realizando escolta ilegal e outros que atuavam de outra maneira e conseguiu-se comprovar que os policiais sabiam da conduta delituosa antes e depois, que o Vinicius era um crimonoso que tinha função específica na lavagem de dinheiro e que continuava cometendo atos ilícitos após a delação premiada feita com o MP”.