Polícia de São Paulo recuperou média de 250 celulares por dia no primeiro semestre
Agência SP completa um ano com série de reportagem que mostra os avanços no estado no período
Agência SP
A estratégia do Governo de São Paulo para recuperação de celulares furtados ou roubados tem apresentado resultados expressivos neste ano: em apenas seis meses, foram recuperados 44,9 mil celulares, média de 250 todos os dias.
Neste mês em que completa um ano, a Agência SP, portal multimídia oficial do Governo de São Paulo, apresenta a série de reportagens 1 Ano de Agência SP: Você Ficou Sabendo Aqui, que mostra a evolução dos números e a implementação das ações que impactaram a vida dos moradores do estado desde o lançamento da agência.
Celulares roubados apreendidos em junho pela Polícia Civil na capital
Na cidade de São Paulo e na Região Metropolitana, a redução também foi consistente. Apenas no primeiro semestre deste ano, foram 43,7 mil ocorrências de roubo de celulares, ante 50,6 mil no mesmo período de 2024: uma queda de 13,6%.
Os resultados são registrados diante de um conjunto de iniciativas da SSP. A Polícia Civil intensificou o combate ao comércio ilegal de aparelhos e passou a focar na repressão aos receptadores, considerados elo central da cadeia criminosa. Paralelamente, o programa SP Mobile foi implementado em todo o estado para analisar registros criminais e definir estratégias de enfrentamento.
De acordo com o delegado Rodolfo Latif, coordenador do programa, o trabalho tem caráter multidisciplinar. “É uma equipe que tem estudado, feito testes e realizado ações não só para combater, mas também conseguir devolver esses aparelhos às vítimas”, explicou. O sistema cruza informações dos boletins de ocorrência com dados fornecidos pelas operadoras a partir do número de identificação único dos celulares, o Imei.
“Temos uma equipe que tem estudado, feito testes e realizado ações não só para combater, mas também conseguir devolver esses aparelhos às vítimas”, afirma Rodolfo Latif, delegado da Polícia Civil e coordenador do programa SP Mobile.
Quando um aparelho roubado ou furtado é reativado, o usuário é notificado e intimado a comparecer à delegacia. Nesses casos, ele pode devolver o celular e colaborar como testemunha na investigação. Quem não comparece ou se recusa a cooperar pode ser alvo de medidas adicionais, com aprofundamento das investigações.
O processo de recuperação inclui cinco etapas: extração de dados policiais via IMEI, articulação com operadoras de telefonia, contato com os usuários dos aparelhos, orientação sobre devolução e formalização do crime em delegacia, além da convocação da vítima para reaver o bem. Esse modelo, segundo Latif, também serve como recado aos criminosos de que o crime de receptação não compensa mais no estado.
Para as autoridades, os resultados já demonstram impacto direto na redução da sensação de insegurança. “Essa foi a forma mais eficaz que encontramos de dar respostas à sociedade. Sabemos que esse crime tem aumentado demais a sensação de impunidade, mas temos feito ações e estudado ideias para melhorar isso”, concluiu o delegado.