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Acordo Paulista completa 2 anos com R$ 63,5 bilhões renegociados em mais de 90 mil contratos

Recorde de adesões destaca São Paulo como um importante hub de transação tributária no país
Do total de 93.899 adesões em 24 meses, 6.897 (7,34%) foi o total de contratos rompidos nos 3 primeiros editais.

Lançado no início de 2024, pela Procuradoria Geral do Estado de São Paulo (PGE/SP), o programa Acordo Paulista quebrou a lógica tradicional de gestão e cobrança da dívida ativa paulista. Em vez de apenas e tão somente execuções fiscais, o Estado passou a utilizar a transação tributária, ferramenta que permite parcelamentos, descontos em juros e multas e compensação de dívidas. Em 24 meses, o programa alcançou o total de R$ 63,5 bilhões com 93 mil contratos de renegociação.

Ao completar dois anos, o programa consolida São Paulo como um dos principais laboratórios de transação tributária do país e marca uma mudança cultural, a partir da criação de um ambiente de conformidade fiscal para a relação entre o fisco e os contribuintes.

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Recorde de adesões

Ao finalizar o prazo do 4⁰ edital, em 27 de fevereiro, a PGE/SP comemora o balanço dos resultados, incluindo o recorde de adesões com 62 mil contratos firmados nos últimos 4 meses. Nesse período, foram renegociados mais de R$ 12 bilhões, referente a débitos de ICMS, IPVA, ITCMD e multas do Procon, inscritos na dívida ativa paulista.

De acordo com a procuradora geral do Estado de São Paulo, Inês Coimbra, o Acordo Paulista também está em total simetria com as diretrizes da Reforma Tributária, que preza pela simplificação e pela redução do estoque de litígios. “O pioneirismo de São Paulo foi entender que a segurança jurídica vale mais do que uma briga judicial de 20 anos. O antagonismo está perdendo espaço para o compliance e para a transparência mútua entre as partes. O fisco e o contribuinte não são inimigos, mas parceiros na viabilização de um sistema tributário funcional e produtivo”, destaca.

Conforme o subprocurador geral do Contencioso Tributário-Fiscal, Danilo Barth Pires, nos últimos dois anos o programa foi recebendo melhorias e contou inclusive com a colaboração dos próprios contribuintes. “O Acordo Paulista é parte de um grande conjunto de medidas para aprimorar a gestão e cobrança da dívida ativa estadual. Temos sempre uma escuta ativa para aprimorar o programa. O princípio da cooperação orienta o novo Sistema Tributário Nacional, de acordo com a Reforma Tributária, e já é realidade em nosso Estado”, ressalta.

Editais e resultados

  • 1º Edital 2024: R$ 43 bilhões renegociados (9.340 adesões).
  • 2º Edital 2024: R$ 53,7 milhões renegociados (21.148 adesões).
  • 3º Edital 2024: R$ 7 bilhões renegociados (747 adesões)
  • 4º Edital 2025: R$ 12 bilhões renegociados (62.664 adesões)
  • Transações Individuais: R$ 1,4 bilhão em 381 adesões

Rompimento de contratos

Do total de 93.899 adesões em 24 meses, 6.897 (7,34%) foi o total de contratos rompidos nos 3 primeiros editais. O 4⁰ edital não apresentou rompimento de contratos, até o momento.

Quanto à recuperabilidade das dívidas, a maior parte das adesões válidas são de débitos que foram classificados como difícil recuperação, que não possuíam garantia ou parcelamento de percentual significativo e que também não apresentavam histórico de pagamentos ou idade das dívidas como indicativos de maior propensão de recuperação.