A Corregedoria da Polícia Militar deflagrou nesta quinta-feira (16) uma operação para cumprir 15 mandados de prisão e sete de busca e apreensão contra policiais militares suspeitos de estarem envolvidos com uma organização criminosa. Os mandados foram cumpridos em endereços da capital e Grande São Paulo.
A ação, denominada Prodotes, conta com a participação da força-tarefa instituída pela Secretaria da Segurança Pública, que busca identificar outros envolvidos e eventuais mandantes do crime.
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Autoridades da Secretaria da Segurança Pública concederam entrevista coletiva no Centro de Operações da Polícia Militar para falar sobre a operação. Entre os investigados, está um policial identificado como autor dos disparos que mataram Antônio Vinícius Gritzbach no Aeroporto de Guarulhos, em 8 de novembro.
Confira os principais destaques:
qui, 16 janeiro de 2025 – 11:55
Guilherme Derrite:
“Na esfera administrativa, eles responderão provavelmente um processo demissório e expulsório da instituição. Isso é regimentado em lei. As pessoas falam “por que ele não é expulso na semana que vem?”. Existe um rito dentro da lei e esse rito parte do pressuposto que temos que oferecer a ampla defesa. Eles vão responder penalmente, criminalmente e administrativamente”.
qui, 16 janeiro de 2025 – 11:50
Delegada Ivalda Aleixo, diretora do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa:
“Com a prisão de um dos atiradores, a investigação do homicídio e do mandante vai prosperar muito e muito rápido. Temos quebras (de sigilo telefônico) que nos levam a outras pessoas, que não são policiais militares. Quanto aos mandantes, temos duas linhas de investigação, ambas (consideram que o mandante seria integrante) de facção. Foi um crime encomendado por membro do PCC e temos linhas adiantadas de investigação”.

qui, 16 janeiro de 2025 – 11:38
Corregedor da Polícia Militar de São Paulo, coronel Fábio Sérgio do Amaral:
“São 15 presos, 14 relacionados à escolta, uma atividade ilícita de segurança pessoal. Desses 14, um tenente que era o chefe da segurança pessoal. Eles usavam um veículo que imitava uma viatura descaracterizada. A ideia era se valer da função de policial militar para darem aparência de que aquilo era uma segurança pessoal. O outro tenente preso facilitava as escalas de serviço de seus subordinados com a consciência de que eles faziam segurança para um bandido. O 15º preso é o suspeito de ser autor de um dos disparos.”
qui, 16 janeiro de 2025 – 11:36
Corregedor da Polícia Militar de São Paulo, coronel Fábio Sérgio do Amaral:
“No corpo do inquérito, ficou demonstrado e não há dúvida de que todos esses policiais militares tinham conhecimento que Vinicius era réu por duplo homicídio de líderes do PCC. Era réu e delator por ser envolvido com lavagem de dinheiro para o PCC. Os policiais tinham conhecimento disso, e voluntariamente e conscientemente aderiram e continuaram fazendo segurança pessoal desse indivíduo. Por isso, foram considerados integrantes da organização criminosa”

qui, 16 janeiro de 2025 – 11:33
Corregedor da Polícia Militar de São Paulo, coronel Fábio Sérgio do Amaral:
“Nenhum policial da Rota foi preso hoje. Todos eram policiais militares que eram do núcleo de segurança pessoal do Vinicius.”
qui, 16 janeiro de 2025 – 11:32
Corregedor da Polícia Militar de São Paulo, coronel Fábio Sérgio do Amaral:
“Os policiais que estavam na escolta foram presos. Nessa escolta ilegal, alguns estavam trabalhando naquele dia e outros trabalharam em outras datas e não estavam no dia (do assassinato). Alguns não trabalhavam na função de segurança, mas em uma função administrativa. Foram 14 (policiais com mandado de prisão relacionados à escolta) e uma prisão temporária para o policial suspeito de ser o atirador.”
qui, 16 janeiro de 2025 – 11:30
Guilherme Derrite:
“Desvios de conduta não serão tolerados. A PM é uma instituição com mais de 80 mil homens. A exceção da exceção comete desvio de conduta e podem manchar o nome da instituição. Esses que cometem esse desvio de conduta vão responder por isso, com direito a ampla defesa, mas vão responder.”
qui, 16 janeiro de 2025 – 11:28
Guilherme Derrite:
“A gente usou várias ferramentas de inteligência para chegar a esse atirador. A quebra do sigilo telefônico, o trabalho das estações rádio-base, uma série de fatores o colocaram na cena do crime. E aí precisávamos de comparação para saber se ele realmente estava lá. E aí usamos imagens de vídeo, imagens de dentro do ônibus e as imagens que tínhamos desse policial que foi preso hoje. O sistema de reconhecimento facial também foi utilizado”.

qui, 16 janeiro de 2025 – 11:26
Guilherme Derrite:
“Vamos coletar material genético dos indivíduos presos. Para realizar um exame de comparação genética, é preciso ter material coletado e possíveis suspeitos. Como temos a prisão temporária de um atirador, vamos comparar o material genético”.
qui, 16 janeiro de 2025 – 11:25
Guilherme Derrite:
“Outro policial que não estava sendo investigado foi colocado na cena do crime. Com imagens, vídeos, fotos do dia do assassinato e imagens coletadas pela Corregedoria, chegou-se a conclusão que esse indivíduo é um dos atiradores e foi solicitada a prisão temporária. Ele já está sob custódia.”
qui, 16 janeiro de 2025 – 11:23
Começa a coletiva no Centro de Operações da Polícia Militar. O secretário de Segurança Pública de SP, Guilherme Derite, afirma que durante as investigações chegou-se à conclusão que havia a necessidade da prisão de 14 policiais militares.

Guilherme Derrite:
“Alguns (policiais) realizando escolta ilegal e outros que atuavam de outra maneira e conseguiu-se comprovar que os policiais sabiam da conduta delituosa antes e depois, que o Vinicius era um crimonoso que tinha função específica na lavagem de dinheiro e que continuava cometendo atos ilícitos após a delação premiada feita com o MP”.