O delegado-geral de Polícia, Artur Dian, e o diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), delegado Ronaldo Sayeg, atenderão a imprensa para falar sobre os resultados da Operação Conexões Ocultas, deflagrada na manhã desta quinta-feira (16) para cumprir mandados de prisão e busca e apreensão contra uma quadrilha envolvida em roubos e receptação de alianças, celulares e motocicletas.
Acompanhe ao vivo:
qui, 16 outubro de 2025 – 11:54
A operação Conexões Ocultas contabiliza 15 mandados de prisão cumpridos, sendo 11 pessoas presas por participação em crimes contra o patrimônio e 4 que já estavam detidas.
qui, 16 outubro de 2025 – 11:49
Dinâmica da quadrilha
“É uma organização de receptadores e de roubadores, uma cadeia criminosa. Alguns dos roubadores que iam até a Mainha do Crime e outros investigados que ali residem, às vezes alugavam armas com ela, pegavam munição, placas de motocicletas. Hugo tinha perdido uma moto e uma arma da Suedna e ela fez a cobrança dele sobre isso. Posteriormente, ele acabou praticando latrocínio de um arquiteto para pagar dívida pela locação da arma e da moto. Eles veem essa oportunidade. Todos os objetos subtraídos vão para receptadores de fora”, delegado titular da primeira delegacia de Crimes contra o Patrimônio, Thiago de Souza Delgado.
qui, 16 outubro de 2025 – 11:44
Modo de ação
“Logo após os roubos, eles regressavam a Paraisópolis mesmo que fossem de outras comunidades. Eles regressavam a Paraisópolis e ali eles têm uma tabela de valores. De telefone celular, com senha ou sem, laptops, objetos de ouro. Eles faziam essa avaliação, repassavam paras as pessoas, recebiam integralmente pelo produto do crime e essas pessoas, como a Mainha do Crime e outros investigados, faziam o link com pessoas de fora de Paraisópolis, levando os produtos a eles”, explica o delegado titular da primeira delegacia de Crimes contra o Patrimônio, Thiago de Souza Delgado
qui, 16 outubro de 2025 – 11:41
Conexão com Mainha do Crime e modo de ação da quadrilha
“Além dela, existiam outras pessoas em Paraisópolis que já foram presas anteriormente e que são o elo entre os roubadores e os demais receptadores. Ela e outros investigados acabam sendo o elo com receptadores de celulares da região central da capital, receptadores de bolsas, de motocicletas de alta cilindrada, de ouro. Essa é a avaliação”, afirma Thiago de Souza Delgado
qui, 16 outubro de 2025 – 11:38
Local de concentração da quadrinha
“Os roubadores se concentram em Paraisópolis, Jardim São Luiz e Jardim Colombo. Os receptadores se concentram em Paraisópolis. Outros, no centro da capital e em alguns outros locais que a gente preserva pela investigação”, explica o delegado titular da primeira delegacia de Crimes contra o Patrimônio, Thiago de Souza Delgado
qui, 16 outubro de 2025 – 11:34
“Esses que não foram presos e foram identificados agora saíram da escuridão. Jogamos luz em cima deles e vão ser procurados e logo logo vão cair. Isso é importante. Hoje tiramos onze criminosos da rua. Os outros vão ficar com a condição de procurados e mais cedo ou mais tarde vão cair também”, destaca diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), delegado Ronaldo Sayeg.
qui, 16 outubro de 2025 – 11:29
“Tivemos muito êxito na operação, com muitos indivíduos presos que de alguma forma participam desse tipo de crime contra patrimônio, muitos deles com passagem pela polícia. Com a operação de hoje, diminuímos cada vez mais esse tipo de crime para a população circular de forma cada vez mais tranquila”, diz Artur Dian
qui, 16 outubro de 2025 – 11:26
“Todos as evidências colhidas durante toda essa investigação nos levaram a um robusto material que permitiu representação de 36 mandados de prisão e mais de 40 mandados de busca na região da comunidade de Paraisópolis. Hoje deflagramos essa exitosa operação, que resultou em 15 mandados de prisão cumpridos”, afirma Artur Dian, Delegado-Geral da Polícia Civil de São Paulo
qui, 16 outubro de 2025 – 11:16
Devolução de celulares
No fim de setembro, por meio da Operação SP Mobile, o Governo de São Paulo devolveu aproximadamente 300 celulares que haviam sido roubados ou furtados em todo o estado de São Paulo. Os aparelhos foram recuperados após o cruzamento de informações de boletins de ocorrência com os dados fornecidos pelas operadoras de telefonia. Só na capital paulista, cerca de 140 pessoas vítimas do crime foram convidadas pela Secretaria de Segurança Pública a comparecer à sede do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) para reaver o aparelho.
qui, 16 outubro de 2025 – 11:10
Esquema de receptação de celulares roubados ‘abastecia’ loja no centro de SP
Em setembro, a Polícia Militar desmontou um esquema de receptação de celulares roubados que abastecia uma loja que revendia os aparelhos na avenida Ipiranga, no centro de São Paulo. Cerca de 40 celulares sem origem comprovada e com queixa de roubo ou furto foram apreendidos durante a ação.
Os aparelhos estavam em posse de um estrangeiro em um apartamento no bairro da República. Com ele, os policiais encontraram um caderno que continha anotações da comercialização dos celulares, com modelos, valores, se estavam desbloqueados ou não, entre outras informações. No local também havia diversas peças e acessórios.
De acordo com o boletim de ocorrência, o suspeito recebia os aparelhos no Tatuapé e comercializava os produtos em uma loja no centro de São Paulo.
qui, 16 outubro de 2025 – 11:00
Combate à receptação
Em setembro, o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) desarticulou uma central clandestina de receptação e revenda de celulares furtados ou roubados que funcionava na Barra Funda, na zona oeste de São Paulo. Dois homens envolvidos no esquema foram presos. Os suspeitos operavam em um imóvel onde escondiam e realizavam a triagem dos aparelhos, que chegavam por meio de entregas de aplicativos enviadas por outros criminosos. Ao todo, 74 celulares foram apreendidos e encaminhados à perícia.
qui, 16 outubro de 2025 – 10:55
Como funciona o programa de devolução de celulares?
O sistema emite um alerta diretamente no aparelho, acompanhado de uma intimação. A pessoa que está em posse do aparelho, adquirido sem conhecimento do crime, é convocada para comparecer à delegacia e prestar informações. Nesses casos, a pessoa não é responsabilizada criminalmente e passa a colaborar como testemunha. Caso contrário, ela poderá responder pelo crime de receptação a depender da análise do caso.
Além das notificações, os policiais também realizam buscas a partir de mandados expedidos pelo Poder Judiciário e efetuam fiscalizações em estabelecimentos comerciais.