O rendimento domiciliar per capita do estado de São Paulo dobrou em 11 anos, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em São Paulo, o valor ficou em R$ 2.956 em 2025. Trata-se do segundo maior valor no país, ficando abaixo apenas do Distrito Federal (R$ 4.538). Já o rendimento domiciliar per capita para o país foi de R$ 2.316. A diferença do estado de SP para o Brasil é de R$ 640 (28% maior).
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A pesquisa avalia desde 2014 a soma dos rendimentos mensais de cada morador de um domicílio.
O rendimento domiciliar per capita em São Paulo aumentou 38% de 2022 para 2025 e 106% desde o início da série histórica em 2014. Veja abaixo todos os valores no estado e no Brasil.
O IBGE calcula os valores dos rendimentos domiciliares per capita com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua. O rendimento domiciliar per capita é calculado levando em conta o total dos rendimentos domiciliares (nominais) e o total dos moradores. Nesse cálculo, são considerados os rendimentos de trabalho e de outras fontes. Todos os moradores são considerados no cálculo, inclusive os moradores classificados como pensionistas, empregados domésticos e parentes dos empregados domésticos.
Os valores são obtidos a partir dos rendimentos brutos de trabalho e de outras fontes, efetivamente recebidos no mês de referência da pesquisa, acumulando as informações das primeiras visitas da PNAD Contínua feitas no 1º, 2º, 3º, e 4º trimestres.
A PNAD Contínua é uma pesquisa domiciliar, amostral, realizada pelo IBGE desde janeiro de 2012, que acompanha as flutuações trimestrais e a evolução da força de trabalho, entre outras informações necessárias para o estudo do desenvolvimento socioeconômico do país. Já a pesquisa sobre os rendimentos domiciliares per capita é feita desde 2014.
O estado de São Paulo ganha da média nacional em todos os anos da pesquisa, sempre ficando em segundo lugar entre as unidades da Federação, atrás do DF.
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Veja os valores em SP e no país ano a ano:
2025
- SP: R$ 2.956
- Brasil: R$ 2.316
- Diferença de R$ 640 (28% maior)
2024
- SP: R$ 2.662
- Brasil: R$ 2.069
- Diferença de R$ 593 (29% maior)
2023
- SP: R$ 2.492
- Brasil: R$ 1.893
- Diferença de R$ 599 (32% maior)
2022
- SP: 2.148
- Brasil: 1.625
- Diferença: R$ 523 (32% maior)
2021
- SP: 1.836
- Brasil: 1.367
- Diferença de R$ 469 (34% maior)
2020
- SP: 1.814
- Brasil: 1.380
- Diferença de R$ 434 (31% maior)
2019
- SP: 1.946
- Brasil: 1.439
- Diferença de R$ 507 (35% maior)
2018
- SP: 1.898
- Brasil: 1.373
- Diferença de R$ 525 (38% maior)
2017
- SP: 1.712
- Brasil: 1.268
- Diferença de R$ 444 (35% maior)
2016
- SP: 1.723
- Brasil: 1.226
- Diferença de R$ 497 (40% maior)
2015
- SP: 1.482
- Brasil: 1.113
- Diferença de R$ 369 (33% maior)
2014
- SP: 1.432
- Brasil: 1.052
- Diferença de R$ 380 (36% maior)
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Investimentos e ações do Governo de SP
Os bons números são fruto do esforço do Governo de São Paulo em melhorar o ambiente de negócios e fortalecer a parceria com a iniciativa privada, por meio de diretrizes do plano SP na Direção Certa, que reúne ações para modernizar a máquina pública, dar mais eficiência aos gastos e melhorar a capacidade de investimento do Estado.
A confiança do setor privado e o apoio ao empreendedorismo geram mais oportunidades de emprego e abertura de novos negócios, impulsionando a renda da população.
São mais de três anos de modernização administrativa, desburocratização, expansão de serviços digitais, qualidade de gasto público, eficiência em governança, enxugamento da máquina, desestatizações, concessões, Parcerias Público-Privadas (PPPs) e atração robusta e perene de investimentos.
SP na Direção Certa
O plano São Paulo Na Direção Certa reúne um conjunto de medidas voltadas à modernização da gestão pública, com foco na eficiência do gasto, responsabilidade fiscal e ampliação dos investimentos. A iniciativa inclui ações como a reestruturação de órgãos e agências reguladoras, revisão de benefícios fiscais, alienação de ativos, racionalização de despesas e modernização de sistemas administrativos, com destaque para a renegociação da dívida com a União e melhorias nos processos de compras públicas.
Na prática, o plano vem consolidando um ambiente mais favorável a investimentos, impulsionando o crescimento econômico e a geração de empregos. A gestão eficiente permitiu avanços em áreas como infraestrutura, saúde, mobilidade e desenvolvimento urbano, além de ganhos fiscais que viabilizam a continuidade de políticas públicas essenciais. O Estado também tem se destacado em discussões nacionais, como a reforma tributária, demonstrando que é possível conciliar responsabilidade fiscal com desenvolvimento econômico e social.