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Vítimas de violência doméstica recomeçam a vida com auxílio-aluguel do Governo de SP; medida já beneficiou 4,6 mil mulheres

Governo estadual repassou R$11,9 milhões em 2025, consolidando a iniciativa como política essencial de proteção social em SP
Mulher
Auxílio faz parte da rede de proteção estruturada pelo Governo de São Paulo para mulheres desde 2023, que tem suas diretrizes no movimento SP Por Todas

O Governo de São Paulo ampliou o alcance do auxílio-aluguel, política pública voltada para mulheres vítimas de violência doméstica. O programa chegou até dezembro a 584 municípios, levando oportunidade para 4.699  mulheres.

O avanço é resultado da maior integração entre prefeituras, CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social), CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) e serviços de enfrentamento à violência contra a mulher. Desde janeiro de 2025, o Estado repassou R$ 11,9 milhões às beneficiárias para garantir moradia segura e recursos a mulheres que precisam deixar suas casas em razão de risco imediato.

O auxílio faz parte da rede de proteção estruturada pelo Governo de São Paulo para mulheres desde 2023, que tem suas diretrizes no movimento SP Por Todas. O principal foco é ampliar a visibilidade das políticas públicas, como a rede de proteção com mais Salas de Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) 24 horas, criação da Cabine Lilás e o tornozelamento de acusados de agressão doméstica. O Estado de São Paulo tem hoje uma das menores taxas de feminicídio do país, de acordo com dados do Ministério da Justiça.

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A secretária de Desenvolvimento Social, Andrezza Rosalém, destaca que o auxílio representa uma resposta rápida e decisiva para quem enfrenta situações extremas. “O auxílio-aluguel salva vidas. Ele garante que uma mulher possa sair de casa no momento em que mais precisa, com segurança e apoio, e o nosso compromisso é assegurar que nenhuma mulher permaneça em risco por falta de proteção ou rede de acolhimento”, afirma.

O crescimento do programa é observado em todas as regiões do estado, com destaque para Campinas, Região Metropolitana de São Paulo, Bauru, São José dos Campos e Ribeirão Preto, que lideram em volume acumulado de concessões e valores repassados. A distribuição regional acompanha a expansão dos fluxos municipais e o fortalecimento das equipes técnicas responsáveis pelas análises sociais.

De acordo Marcelo Salera Ricci, que está à frente da Diretoria de Desenvolvimento Social (DDS), a qualificação dos processos tem sido fundamental para reduzir o tempo entre o atendimento e a liberação do benefício. “Os municípios têm compreendido o papel do auxílio-aluguel nesse processo de recomeço das mulheres que foram vítimas de violência, o que fez com que a grande maioria tivesse aderido ao benefício ainda neste ano, quando o benefício passou a ser disponibilizado. Nosso desafio agora é ampliar o alcance em cada município que fez a adesão e chegar a cidades que ainda não aderiram”, explica o diretor da DDS.

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Para os próximos meses, a SEDS trabalha na ampliação da pactuação com os municípios e na capacitação contínua das equipes nos municípios.

“Estamos avançando para que todas as cidades estejam preparadas para ofertar o auxílio com rapidez e sensibilidade social. Nosso objetivo é que todas as mulheres em situação de violência doméstica possam contar com esse auxílio no estado”, concluiu Andrezza Rosalém.

Recomeço

Maria Eduarda* começou a receber o auxílio-aluguel há um mês. “Eu descobri que poderia receber o benefício no CREAS aqui de Itapecerica da Serra. No meu caso, eu tenho a medida protetiva desde maio. Para muitas pessoas, pode ser só um papel, mas ajuda muito. A mulher precisa denunciar (a agressão) para que ela não fique sofrendo os abusos que sofre”, ressalta ela.

Há sete meses recebendo o benefício, Joana* foi informada, durante atendimento no CREAS, que tinha o perfil para o auxílio-aluguel. “Quando eu saí da casa que vivia com o meu companheiro, vim ao CREAS pedir ajuda. Eles me falaram do auxílio, eu me cadastrei e o dinheiro me ajudou a mudar de vida”, conta.

“Para mim, o auxílio-aluguel é sinônimo de força, porque ele me deu uma força gigantesca para me liberar. É um dinheiro que posso contar todo mês no dia certo, porque ele sempre é depositado direitinho”, completa ela, que já conseguiu a prorrogação do pagamento por mais seis meses, conforme previsto em decreto que regulamentou a lei estadual responsável pela criação do auxílio-aluguel para mulheres vítimas de violência doméstica.

Mãe de uma vítima de violência doméstica, Alice* foi fundamental para incentivar a filha, de 20 anos, a sair da casa do marido. Ao saber da existência do auxílio-aluguel – a filha já recebeu o primeiro pagamento -, Alice sentiu alívio: “Eu falo para minha filha que o auxílio-aluguel não é um fio, mas uma corda. É um pagamento tão abençoado que, hoje, se multiplica. Minha filha está mais animada e o benefício que ela recebe foi o empurrão para que isso acontecesse na vida dela”, afirma. 

SP POR TODAS

O SP Por Todas é um movimento promovido pelo Governo do Estado de São Paulo para ampliar a visibilidade das políticas públicas para mulheres, bem como a rede de proteção, acolhimento e autonomia profissional e financeira para elas. Essas frentes estão nos pilares da gestão e incluem soluções como o lançamento do aplicativo SPMulher Segura, que conecta a polícia de forma direta e ágil caso o agressor se aproxime; e a criação de novas salas da Delegacia da Defesa da Mulher 24 horas. Mais informações www.spportodas.sp.gov.br

*Os nomes das vítimas e de familiares foram alterados para preservar suas identidades.