As conquistas da pecuária de São Paulo se refletem em resultados cada vez mais robustos. O agronegócio paulista iniciou o ano com um superávit de US$ 2,79 bilhões no primeiro bimestre, com exportações de US$ 3,37 bilhões. A cadeia de carnes se destaca com 16,6% das exportações, somando US$ 623 milhões, com a carne bovina representando mais de 80% desse total. Ao mesmo tempo, o desempenho interno reforça o status da pecuária paulista no agro nacional: a produção de carnes cresceu 21% em 2025, alcançando R$ 22,64 bilhões no Valor da Produção Agropecuária.
São números que reforçam a importância da sanidade animal nas frentes coordenadas pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento, sob a liderança do governador Tarcísio de Freitas. Em um mercado internacional cada vez mais exigente, a pecuária de excelência aquela que garante produtos de alta qualidade com previsibilidade, rastreabilidade e, principalmente, capacidade de resposta rápida diante de qualquer risco.
Foi nesse contexto que São Paulo estruturou o Fundo de Defesa da Sanidade Animal para a Pecuária, o Fundesa-PEC, regulamentado na Feicorte 2025, em Presidente Prudente, após sanção do governador. A iniciativa acompanha o status sanitário do estado como área livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), no início de 2025. Essa classificação é uma vitória para todo o agronegócio de São Paulo, pois amplia o acesso a mercados mais exigentes, mas também exige um sistema ainda mais robusto de vigilância e reação das autoridades.
O fundo resolve um dos principais dilemas da defesa sanitária. Em situações de suspeita ou confirmação de febre aftosa, pode ser necessário abater animais para conter a disseminação da doença. Sem um mecanismo de compensação, o produtor tende a postergar decisões, o que compromete a eficiência da resposta e amplia o risco econômico para toda a cadeia.
Com a indenização garantida por mais uma inovação do Governo de São Paulo, essa lógica se altera. Os animais são previamente avaliados e, caso seja necessário o abate sanitário em decorrência de febre aftosa, o produtor é ressarcido de forma integral, nos termos da legislação vigente. Isso garante segurança ao pecuarista e permite que as medidas sejam adotadas com a rapidez que a situação exige. Em sanidade animal, o tempo é um fator decisivo. Quanto mais rápida a contenção, menores os impactos e mais ágil a recuperação do status sanitário.
O impacto dessa política vai além da porteira. Mercados internacionais não avaliam apenas a ausência de doenças, mas também a capacidade do poder público para lidar com eventuais ocorrências. Países que pagam mais pela carne exigem sistemas confiáveis, organizados e capazes de responder com eficiência a qualquer foco.
Nesse cenário, o fundo criado pelo Governo de São Paulo funciona como um sinal claro de maturidade do sistema produtivo estadual. Ele demonstra que o Estado alcançou um alto padrão sanitário e está totalmente preparado para mantê-lo. Essa capacidade de resposta reduz o risco de embargos prolongados e preserva tanto o valor quanto o fluxo das exportações.
Há também um avanço importante no modelo gerenciado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento. O fundo é sustentado por contribuições dos próprios produtores, o que cria um ambiente de corresponsabilidade. Quem participa do sistema contribui de forma decisiva para manter São Paulo como território livre da febre aftosa, enquanto o poder público aprimora a coordenação, a fiscalização e a execução das ações sanitárias.
O comércio internacional é cada vez mais sensível a riscos. Assim, a competitividade não depende apenas de produzir mais, mas de responder melhor. Nesse aspecto, a capacidade de antecipação e reação do agronegócio paulista passa a ser tão valiosa quanto a própria produção.
Em São Paulo, nosso agro tem força porque trabalha duro todos os dias, com muito investimento em eficiência, qualidade e tecnologia. Desde janeiro de 2023, o Governo do Estado atua permanentemente ao lado daqueles que transformam nossas lavouras e propriedades em uma potência econômica e ambiental.
Agora, nosso desafio é consolidar sistemas capazes de garantir confiança em escala global. Ao transformar a sanidade animal em instrumento econômico, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento reforça que está sempre ao lado de quem leva comida para nossas famílias e gera renda e oportunidades para toda a população.















